Harry Potter J.K. Rowling

Pottermore revela informações sobre algumas escolas de bruxaria; saiba o nome da escola brasileira!

Escrito por Vinicius Ebenau

No evento A Celebration of Harry Potter, que está acontecendo em Orlando neste final de semana, o Pottermore expôs um mapa com certas escolas de bruxaria do mundo. Como prometido, o conteúdo original de J.K. Rowling sobre quatro delas foi divulgado hoje.

Além das já conhecidas Uagadou (África) e Mahoutokoro (Japão), foram revelados os nomes das escolas norte-americana e brasileira: Ilvermorny e Castelobruxo, respectivamente! Leia a respeito de cada uma nos textos abaixo, traduzidos na íntegra.

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Castelobruxo

J.K. Rowling
Traduzido por Vinicius Ebenau

[Cass – tell – o – broo – shoo]

A escola brasileira bruxa, que recebe alunos de toda a América do Sul, pode ser encontrada escondida nas profundezas da floresta tropical. O fabuloso castelo parece em ruínas para os poucos Trouxas que já a viram (um truque compartilhado com Hogwarts; a opinião é dividida sobre quem roubou a ideia de quem). O Castelobruxo é um edifício imponente de rocha dourada, muitas vezes comparado a um templo. O edifício e os jardins são protegidos pelos Caiporas, pequenos e peludos seres espirituosos que são extraordinariamente travessos e perniciosos, e que emergem escondidos na noite para vigiar os alunos e as criaturas que vivem na floresta. A ex-diretora do Castelobruxo, Benedita Dourado, já foi ouvida rindo vorazmente em uma visita de intercâmbio a Hogwarts, quando o diretor Armando Dippet queixou-se de Pirraça, o poltergeist. Sua proposta de mandar alguns Caiporas para a Floresta Proibida “para mostrar o que é problema de verdade” não foi aceita.

Os estudantes do Castelobruxo usam vestes verde-limão e são especialmente avançados em Herbologia e Magizoologia; a escola oferece programas de intercâmbio muito populares para estudantes europeus* que desejam estudar a flora e fauna mágicas da América do Sul. O Castelobruxo produziu uma série de famosos ex-alunos, incluindo um dos fazedores de poções mais famosos do mundo, Libatius Borage (autor de, entre outras obras, Estudos Avançados no Preparo de Poções, Antivenenos Asiáticos e Tenha Você Também uma Fiesta em uma Garrafa!), e João Coelho, capitão do mundialmente renomado time de Quadribol Rasa-árvores de Tarapoto.

*Foi uma dessas viagens que os pais de Gui Weasley não puderam pagar, fazendo com que sua amiga por correspondência no Castelobruxo lhe enviasse algo desagradável pelo correio.

Wizarding-School-Map-Castelobruxo

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Uagadou

J.K. Rowling
Traduzido por Igor Moretto

[Wag – a – doo]

Apesar de a África ter várias escolas bruxas menores (para saber onde localizá-las, veja o parágrafo introdutório), apenas uma conseguiu continuar existindo (por pelo menos mil anos) e alcançar uma reputação internacional invejável: Uagadou. A maior entre todas as escolas bruxas, ela aceita estudantes de todo o enorme continente. O único endereço dado é “Montanhas da Lua”; visitantes falam de um maravilhoso edifício esculpido na montanha e banhado em neblina, fazendo com que pareça que flutue no ar. Grande parte da magia (alguns diriam que toda) se originou na África, e formados da Uagadou são especialmente bem versados em Astronomia, Alquimia e Auto-Transfiguração.

A varinha é uma invenção europeia, e apesar de bruxas e bruxos africanos a terem adotado como uma ferramenta útil no último século, vários feitiços são feitos simplesmente apontando o dedo ou através de gestos das mãos. Isso dá aos estudantes de Uagadou uma grande quantidade de argumentos defensivos quando acusados de quebrarem o Estatuto Internacional do Sigilo (“Eu só estava dando tchau, nunca quis que o queixo dele caísse”). Em um evento recente do Simpósio Internacional de Animagos, o time escolar de Uagadou atraiu muito a imprensa quando sua exibição de transformação sincronizada quase causou um protesto violento. Diversos bruxos e bruxas mais velhos e experientes se sentiram ameaçados por adolescentes de quatorze anos que conseguiam se transformar em elefantes e guepardos, e uma reclamação formal foi feita à Confederação Internacional de Bruxos por Adrian Tutley (Animago: gerbilo). A longa lista de célebres ex-estudantes da Uagadou inclui Babajide Akingbade, que sucedeu Alvo Dumbledore como Cacique Supremo da Confederação Internacional de Bruxos.

Estudantes recebem a notícia de que ganharam uma vaga em Uagadou através de Mensageiros do Sonho, mandados pelo diretor ou diretora do dia. O Mensageiro de Sonho aparece para as crianças enquanto dormem e deixa um token, geralmente uma pedra inscrita, que é encontrado na mão da criança quando acorda. Nenhuma outra escola usa esse método de seleção dos alunos.

Wizarding-School-Map-Uagadou

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Mahoutokoro

J.K. Rowling
Traduzido por Vinicius Ebenau

[Mah – hoot – o – koh – ro]

Essa antiga escola japonesa tem a menor quantidade de alunos das onze grandes escolas de bruxaria e recebe crianças a partir dos sete anos de idade (embora só a partir dos onze anos elas residam na escola durante o período letivo). Enquanto são estudantes diurnos, as crianças bruxas vêm e vão a suas casas todos os dias nas costas de um bando de petréis gigantes. O ornamentado e requintado palácio de Mahoutokoro é feito de nefrita, e fica no ponto mais alto da “desabitada” (ou assim pensam os Trouxas) ilha vulcânica de Minami Iwo Jima.

Os alunos são presenteados com vestes encantadas quando chegam, que acompanham seu crescimento, e que gradualmente mudam de cor quando seus níveis de aprendizagem aumentam, começando com uma cor rosada e tornando-se (se as melhores notas são alcançadas em cada assunto mágico) douradas. Se as vestes ficam brancas, é uma indicação de que o aluno traiu o código mágico japonês e adotou práticas ilegais (que, na Europa, é chamado de magia “negra”) ou quebrou o Estatuto Internacional de Sigilo. “Ficar branco” é uma terrível desgraça, o que resulta em expulsão imediata da escola e julgamento no Ministério da Magia japonês. A reputação de Mahoutokoro repousa não apenas em seu impressionante talento acadêmico, mas também em sua excelente reputação no Quadribol, que, diz a lenda, foi introduzido no Japão há séculos por um bando de imprudentes estudantes de Hogwarts que saíram da rota durante uma tentativa de dar a volta ao mundo em vassouras totalmente inadequadas. Resgatados por um grupo de bruxos da diretoria de Mahoutokoro, que vinham observando os movimentos dos planetas, permaneceram como convidados tempo suficiente para ensinar a suas contrapartes japonesas os princípios do jogo, algo que viveram para lamentar. Cada membro da equipe japonesa de Quadribol e os atuais vencedores da Liga dos Campeões (o Toyohashi Tengu) atribuem suas proezas ao treinamento extenuante que foi dado em Mahoutokoro, onde praticam sobre um mar às vezes turbulento em condições tempestuosas, forçados a ficar de olho não apenas nos balaços, mas também nos aviões da base aérea Trouxa de uma ilha vizinha.

Wizarding-School-Map-Mahoutokoro

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Ilvermorny

J.K. Rowling

[Ill – ver – morn – ee]

Em breve…

Wizarding-School-Map-Ilvermorny

Sobre o autor

Vinicius Ebenau

Vinicius, infelizmente, não consegue se descrever bem. Ele é... bem... hum... Ele gosta de... É.

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  • Rafael

    Gostei da maneira como a escola brasileira foi apresentada (só tenho minhas dúvidas de quais são os meios de transportes que usam para trazer os alunos), não era de se esperar menos, afinal J.K. Rowling morou cinco anos em Portugal, e lá a cultura brasileira é bem conhecida.

  • Gustavo Borella

    Não sei o que dizer desse nome, esperava mais, mas pelo menos é algo oficial.