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Estação 9¾ #26 – Representação feminina

Duas bordas roxas horizontais que lembram um céu estrelado. Na borda superior, vemos o logo do podcast. Na inferior, lê-se “#26 – Representação Feminina”. Entre elas, vê-se as personagens Luna Lovegood, Hermione Granger, Ginny Weasley e Cho Chang em frente ao castelo de Hogwarts desfocado em tons azulados, como se fosse de noite. As quatro usam uniformes de Hogwarts e olham para frente.
Escrito por Sidney Andrade

No ar, mais uma transmissão da Estação 9¾, o podcast colaborativo do site Animagos e do coletivo É Pau, É Pedra só para conversar sobre o mundo bruxo de J.K. Rowling.

Neste episódio, Stefany Antunes, Barbara Rosa e Sidney Andrade convidaram as donas do podcast Café Seletor, Bia Silveira, Glênis Cardoso e Thaíssa Viriato, para discutir com a gente sobre a representação das mulheres no universo mágico de “Harry Potter”.

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Identidade visual: Evelin Camille e Igor Moretto
Capa do episódio: Pablo de Assis
Edição de áudio: Guilherme de Biasi
Pauta: Stefany Antunes

Sobre o autor

Sidney Andrade

Sidney é formado em Jornalismo, mas tem vergonha disso por causa de Rita Skeeter. Fez mestrado em Literatura porque acha que algumas ficções são mais verdadeiras do que os jornais. Host do podcast Estação 9¾, seu pretexto pra ser monotemático sem ser chato.

  • Gisele Oliveira

    Bom dia, boa tarde, boa noite, gente.
    Sobre a representação feminina na obra, ela foi insuficiente no geral. Mesmo com a obra sendo repleta de personagens femininos, elas quase sempre se moldam ou se empoderam apenas em função do protagonista, como muito bem colocado por uma das colaboradoras.
    O principal exemplo é a Gina Weasley, cujo aflorar deveria ser construído ao longo dos livros organicamente e não do dia pra noite, o resultado disso é que eu nunca consegui achá-la essa mulher fodona toda que dizem. Uma solução tirada do cu da Rowling pro harry não terminar o 7°livro forever alone (o desejo do meu coração era que o harry tivesse um interesse amoroso em alguém da sonserina, pra ver se botava alguém que preste naquela casa, outra bronca que eu tenho com a JK).
    A Tonks, puta merda foi muito broxante, de certa forma ela foi o oposto da Gina. Foi apresentada como uma jovem moderninha, engraçada, com uns poderes extras, auror e, ainda por cima, lufana. Poderia ter continuado assim o resto da história e seria minha personagem favorita, mas não, a JK resolveu deixá-la de lado, sem expressão e deprimida em função do Lupin.
    Na outra ponta, uma personagem feminina que também conhecemos no livro 5 e que não decepcionou foi a Luna, a sua personalidade e evolução estão sempre desvencilhadas de um personagem masculino, é incrível como ela vive a vida dela muito segura de si, basicamente alheia à toxicidade da sociedade ao redor. Pra mim, ela é uma inspiração. Esse ar miçangueiro dela realmente faz muita gente associá-la à lufa-lufa, mas acho que a luna está muito bem na corvinal pq ela tem o verdadeiro “espírito sem limites”.

    (Bem, existem várias outras personagens, eu escolhi essas 3 pra falar um pouco. Agora, queria refletir o quanto que a decisão da Rowling em escolher um protagonista masculino ~e deslizar na representação feminina algumas vezes~ foi uma decisão mercadológica ou foi apenas o senso comum dela. Como o Igor gosta de frisar, apesar de maravilhosa rainha ótima, ela é uma mulher britânica, branca de meia idade. Hoje podemos estar vivendo a primavera feminista, mas pode andar uns 10 anos pra trás e perguntar para uma garota quais as referências dela, seja na música, cinema, esportes, nos livros…muito provavelmente seriam todos homens. Na época das minhas aulas de redação, eu não lembro de ter escrito nenhum texto narrativo protagonizado por mulheres, por exemplo. O universo feminino era visto como menos interessante, até mesmo por nós. E a JK nunca foi a mais desconstruídas das pessoas.)