Estação 9 3/4

Estação 9¾ #44 – Elfos

Dobby (um elfo pequeno, de nariz pontudo e orelhas grandes que se assemelham as de elefante) olha surpreso para um bolo amarelo com cobertura lilás que se encontra a sua direita. O bolo está espetado na parede por uma flecha, a cobertura espirra na direção do elfo. Na flecha uma faixa com as palavras "LEGOLAS WAS HERE",
Escrito por Sidney Andrade

No ar, mais uma transmissão da Estação 9¾, o podcast colaborativo do site Animagos só para conversar sobre o mundo bruxo de J.K. Rowling.

Neste episódio, Sidney Andrade, Guilherme de Biase, Vanessa Vieira e Jardel Maximiliano trouxeram a Nilda Alcarinque (do podcast Papo Lendário) e o Edu Sama (do podcast Covil de Livros) para conversar sobre a figura mítica e folclórica dos Elfos, comparando as várias concepções dessa casta de criaturas fantásticas com a que temos na obra de J.K. Rowling.

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Identidade visual: Evelin Camille e Édipo Barreto
Arte da capa: Daniel Honório
Edição de áudio: Júlia Morena
Pauta: Guilherme de Biasi

Sobre o autor

Sidney Andrade

Sidney é formado em Jornalismo, mas tem vergonha disso por causa de Rita Skeeter. Fez mestrado em Literatura porque acha que algumas ficções são mais verdadeiras do que os jornais. Host do podcast Estação 9¾, seu pretexto pra ser monotemático sem ser chato.

  • Fernanda Cortez

    Gente, parabéns pelo episódio, já estava na hora de falarem dos elfos!

    Adorei a participação da Nilda, e concordo com o Sid, ela precisa voltar mais vezes! Ri muito com a participação do Edu, e finalmente pude escutar ele falando de HP, já que o Basso não deixa isso ocorrer no Covil de Livros!

    Achei muito interessante a forma como analisaram que o Monstro fez escolhas parecidas com as do Dobby, e como somos cruéis ao julgá-lo.

    E concordo com vocês, a morte do Dobby no filme não teve o mesmo impacto que no livro, mas isso não me impediu de ficar com os olhos cheios de lágrimas ao ver na tela esse momento.

    Beijos a todos, e que venham mais episódios com o crossover Estação e Mitografias!

  • Felipe Lima

    Aaaaaaaaa que pauta maravilhinda? O que posso falar desse episódio que mal terminei de ouvir e já vim comentar? Inclusive nem sei se estão nos planos dessa industria vital podosférica um episódio sobre as influências de Tolkien e outros autores de fantasia na obra da Rowling, mas se não estiverem eu me prontificou a preparar essa pauta, porque né?

    Eu adoro o elfo tolkieniano, ele é um marco na fantasia como o que estabelece todos aqueles clichês sobre os elfos: sábios, belos, ligados à natureza, a magia, aos conhecimentos antigos, que vivem em palácios no meio da floresta ou nos bosques, bons arqueiros e tudo isso, e o resto tudo é derivado disso. Mas tem mais coisas importantes sobre eles: 1 – que o elfo do Tolkien, além de ser imortal que não morre no final, eles meio que tem os seus destinos traçados, então isso meio que explica muitas das atitudes deles, explico, todos eles vieram de Valinor, do outro lado do oceano, quando eles cansam de viver na Terra Média eles constroem os barquinhos e voltam para lá e não voltam mais, eles sabem que vão voltar pra lá algum dia, então meio que as politicas dos homens não tem tanta importância pra eles, 2 – a rivalidade dos elfos e dos anões, amo esse plot do menino Tolkien, surge desde a criação deles, porque os anões são filhos adotivos de Eru Illuvatar, o Criador da Terra-Média, e os elfos são criação original dele, claramente iria ter treta ali. Mas a coisa esquenta quando um dos elfos pede pra os melhores anões criarem uma joia com uma das Silmarils, elas são três pedras que contem a luz do sol e da lua, e eram tão lindas que todos cobiçavam elas. E os anões foram truqueiros, porque na cultura deles as coisas pertencem a pessoa que as fez, exatamente como os duendes do Gringotes, eles matam o rei elfo e tomam a joia pra si, e aí causam toda uma guerra. Mas o que é muito legal, é que em o Senhor dos Anéis toda essa briga entre anões e elfos termina com a amizade do Legolas e do Gimli, e quando o Legolas decide que está na hora de pegar o barco dele, ele arranja um lugar pro Gimli, e assim ele se torna o primeiro anão a ver Valinor e o pós-vida.

    Ainda tem mais: a J.K. pegou muitas referências do folclore britânico e daquelas regiões da Europa. Até porque vocês sabem como é folclore, ele muda muito com o tempo e a região, e os elfos como em Harry Potter eles eram a crença de muitas pessoas antes do RPG e Senhor dos Anéis se tornar mais popular. Não sei se vocês conhecem um filme da Disney chamado “O Caldeirão Mágico”, os elfos dele são totalmente o retrato de como as pessoas enxergavam as criaturas folclóricas, mais ou menos como aqui nós vemos muitas lendas de um modo mais “infantilizado”. Tem muitas tradições e superstições antigas em que a pessoa oferece algo, uma moeda ou uma pequena oferenda em troca do serviço de algum ente ou ser mágico, especialmente se for uma fada. Existe uma criatura mágica do norte da Inglaterra chamada de Brownie (não o de chocolate), e que até aparece em outros livros de fantasia, ele é um duende ou espírito doméstico e que ajuda as pessoas daquela casa em troca de pequenas oferendas como leite ou pão. Existe uma criatura parecida no folclore russo chamada Domovoi, que também faz isso, existem as lendas mais medievais de que as bruxas teriam “imps” como ajudantes e existem os familiares, que são duendes ou diabretes que ajudam as bruxas e assumem formas de animais. Além disso existem um conto de fadas dos irmãos Grimm chamado de Os Elfos e o Sapateiro, nele um sapateiro e a esposa muito pobres não tem nada pra comer e possuem apenas um pedaço de couro para fazer um par de sapatos e vender, o sapateiro guarda o pedaço de couro, vai dormir e na manhã seguinte descobre que ele magicamente se transformou no par de sapatos mais lindo que ele já viu, ele vende o sapato e consegue dinheiro para comida e mais um pedaço de couro pra dois pares, a mesma coisa acontece, e assim ele vai conseguindo guardar dinheiro até ficar rico. Então uma noite ele e a esposa decidem descobrir quem está fazendo aqueles sapatos, eles se escondem e deixam um pedaço de couro na sala e descobrem que quem está fazendo os sapatos são vários homenzinhos de orelhas pontudas e que não vestem roupas. A esposa resolve fazer roupinhas para eles como forma de agradecer pela ajuda deles e na noite seguinte esconde as roupas junto com o couro, e os elfos ficam muito felizes, e saem pela noite festejando que foram libertos da sua sina de ajudar os necessitados até que alguém os ajudasse de volta e nunca mais são vistos. Os paralelos são meio óbvios, mas é isto. Amei a temática deseje episódio. É isto, obrigado por terem vindo ao meu Ted Talks.